Recebemos o publicitário Paulo Vasconcelos para discutir o aumento do barulho das ruas contra o presidente Jair Bolsonaro e analisar os índices de aprovação presidencial. Abordamos também o potencial positivo do movimento SOMOS 70% sem a presença do PT. No fim, falamos sobre a escalada de protestos nos Estados Unidos e os possíveis efeitos nas eleições de novembro.
Participam deste Podast: Paulo Vasconcelos, Otavio Cabral, Maurício Moura e Tiago Pariz
Neste episódio, discutimos os principais pontos dos protestos do último final de semana, quais os grupos mais fortes de apoio ao presidente e até onde vai o inquérito do STF sobre fake news. Por último, o professor Maurício Moura faz um relato das tensões raciais e das ondas de manifestações nos Estados Unidos.
Participam deste Podast: Otavio Cabral, Maurício Moura e Tiago Pariz
A divulgação do vídeo da reunião ministerial gerou implicações jurídicas, políticas e de opinião pública para o presidente Jair Bolsonaro.
Quais serão as repercussões? Quais os efeitos? O presidente sai mais forte ou mais fraco? Como está a evolução da pandemia da Covid-19 no Brasil em relação aos EUA? Essas perguntas são respondidas no episódio desta segunda-feira (25/5).
Participam deste Podast: Otavio Cabral, Maurício Moura e Tiago Pariz
Neste episódio, Otavio Cabral, Maurício Moura e Tiago Pariz debatem a saída de Nelson Teich, do ministério da Saúde, o ato pró-governo na frente do Palácio do Planalto no domingo com a participação de 11 ministros e as acusações de Paulo Marinho contra a familia Bolsonaro.
Neste episódio, Maurício Moura, Otavio Cabral,Tiago Pariz discutem os últimos eventos da crise política e da pandemia do novo coronavírus e seus impactos para o futuro do presidente Jair Bolsonaro. Ouça aqui: https://cutt.ly/caravelas-big-data-podcast-episodio-6
Neste episódio, Otavio Cabral, Maurício Moura e Tiago Pariz discutem os efeitos da saída de Sergio Moro do governo do presidente Jair Bolsonaro e a tentativa de reverter a crise política.
Falamos também sobre a mais recente pesquisa da Ideia sobre distanciamento social.
Confira acima ou clique no link para escutar no Spotify.
Neste episódio, Otavio Cabral e Maurício Moura debatem as recentes ações do presidente Jair Bolsonaro que participou de atos pró-ditadura no fim de semana. Como fica a governabilidade? E o impeachment, é uma realidade ou não? Como está o apoio da sociedade? E como está a discussão de abertura do comércio e o isolamento social?
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ANÁLISE DO NOTICIÁRIO O presidente Jair Bolsonaro tem a hercúlea missão de conduzir o Brasil na maior crise da história recente: a pandemia do coronavírus e suas consequências na saúde, na economia, na educação e na sociedade. Não fosse o problema complexo demais, Bolsonaro ainda decidiu criar uma série de crises paralelas para colocar a política brasileira de cabeça para baixo.
Primeiro, no meio da epidemia, o presidente demitiu o ministro da Saúde —não por questões técnicas, mas por picuinhas assessórias. Em seguida, lançou um programa de retomada econômica muito semelhante ao fracassado PAC de Dilma Rousseff, isolando seu ministro da Economia, Paulo Guedes.
Agora, compra uma briga sem razões lógicas com outro pilar de seu governo, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, que pode deixar o cargo ainda na manhã de hoje. Em paralelo, Bolsonaro inicia uma aproximação com os partidos do centrão, indicando uma abertura do governo a indicações políticas.
Em menos de uma semana, Bolsonaro consegue trair três dos principais grupos que lhe levaram à Presidência. Os “antissistema" foram afetados pela aproximação com o centrão. Os "liberais", pelo plano de reativação da economia e o isolamento de Guedes. E os "lava-jatistas" pelo atrito com o símbolo da maior operação de combate à corrupção.
Não é possível ver lógica na ação do presidente, o que já seria preocupante em tempos normais, ainda mais agora em plena epidemia. Tanto o isolamento político com seus radicais quanto o abraço ao centrão só favorecem o vírus.
Moro e Bolsonaro conversam durante cerimômia em Brasília Foto: Evaristo Sá / AFP
POLÍTICA
Pandemia
O Brasil registrou ontem 407 mortes por coronavírus. O número de casos de contaminações atingiu o seu pico, chegando a 3.735 confirmações de covid-19. Com os dados, o Brasil soma 3.313 mortos e 49.492 casos oficialmente confirmados da doença.
São Paulo segue como o maio alvo de contaminações e mortes pela covid-19: 16.740 casos confirmados e 1.345 mortos. Rio de Janeiro tem o segundo quadro mais crítico, com 6.172 casos e 530 óbitos ao todo. No Ceará, foram registrados 4.598 casos e 266 mortes, seguido por Pernambuco (3.519 casos e 312 mortes) e Amazonas (2.888 contaminações e 234 óbitos).
Bolsonaro x Moro
Foi publicada no Diário Oficial de hoje a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. Esse ato deve levar ao pedido de demissão do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que convocou pronunciamento para as 11h.
Ontem, Moro, afirmou que só ficaria se tiver autonomia para escolher o substituto de Valeixo. Os generais palacianos tentam apagar mais este incêndio, enquanto presidente e seu ministro disputavam uma queda de braço pública.
A avaliação possível é que Bolsonaro tenta aparelhar a PF para se blindar do inquérito para investigar quem organizou e financiou as manifestações pró-golpe de Estado do final de semana, que chegariam próximo ao Palácio do Planalto e à família do presidente. Lembrando que seu filho Flávio já é alvo de outro inquérito da PF.
O centrão, grupo de partidos ao qual Bolsonaro se aproxima, também teria exigido a saída de Valeixo.
Supremo cobra Rodrigo Maia sobre pedido de impeachment. Autores da ação acusam presidente da Câmara de ser omisso na análise do tema.
Segundo o Estadão, Planalto começa a ter preocupação com andamento de pedido de impeachment de Bolsonaro.
De acordo com O Globo, militares governistas “avisaram Jair Bolsonaro de que a saída repentina de Sergio Moro poderia fragilizar o presidente diante de um cenário de pressões sociais e políticas, dando força ao movimento pró-impeachment”.
Oposição
Lula e PT aderem ao 'fora, Bolsonaro' e ampliam frente pelo impeachment. Um dia antes, Ciro Gomes protocolou pedido de impeachment contra o presidente.
Paulo Guedes- Palacio do Planalto- Isac Nóbrega/PR
ECONOMIA
Atividade
Dois milhões de trabalhadores tiveram contrato suspenso após MP. Acordos de redução de jornada e salário ou suspensão de contrato já atingem 3,5 milhões de pessoas; SP reúne quase um terço dos acordos.
Doria sugere ao comércio adiar para agosto o Dia das Mães. Proposta é bem recebida pelo setor; data é a segunda mais importante para o varejo, atrás apenas do Natal.
Contas públicas
Paulo Guedes chama plano de retomada da ala militar de novo PAC. Pro-Brasil, anunciado pelo Planalto, projeta que Estado vai usar obras públicas para gerar empregos.
Empresários sugerem que Guedes use bancos públicos para destravar crédito a empresas. Ministro teve reunião com grupo chamado Coalizão da Indústria.
Caixa desiste de antecipar segunda parcela do auxílio de R$ 600 por falta de dinheiro e para evitar pedalada.