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analise do noticiário- 06/07/2020

7/6/2020

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No ápice da múltipla crise causada pelo coronavírus, com quase 65 mil mortos e mais de 1,6 milhão de infectados e com as salas de aula fechadas há quatro meses, o governo de Jair Bolsonaro segue sem ministros da Saúde e da Educação.

Ontem, o secretário da Educação do Paraná, Renato Feder, recusou pelas redes sociais o convite para assumir o ministério, que havia sido feito pelo presidente na sexta. Nesses dois dias, Feder foi duramente atacado nas redes por seguidores de Bolsonaro e de Olavo de Carvalho, mostrando como essa ala ideológica ainda tem força no governo, apesar dos acenos conciliadores vindos do Planalto.

Com a recusa, o Brasil completa 15 dias sem um ministro efetivo da Educação, em um momento em que a área deveria ter uma coordenação para definir a volta às aulas na rede pública, um novo calendário educacional e a reorganização do Enem, entre outros problemas sérios.

Já a Saúde, que passa pela mais grave crise sanitária em um século, está há 51 dias sem ministro titular.

Bolsonaro, nas duas últimas semanas, tem evitado criar polêmicas e demonstrado algum apreço pela negociação política, se aproximando de Rodrigo Maia e de Davi Alcolmbre, mandando recados de paz ao Judiciário e dando espaço ao centrão no governo. Nada disso será efetivo, porém, se não conseguir se livrar de fato de seus radicais. E se não começar a tratar com seriedade do que é prioritário.

POLÍTICA

Pandemia
  • O Brasil teve 535 mortes registradas por conta do coronavírus em 24 horas e passou da marca de 1,6 milhão de infectados, mostra levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa. Com isso, são 64.900 óbitos no país.
  • Em São Paulo, bares e restaurantes e salões de beleza da capital paulista poderão abrir as portas a partir de hoje seguindo as recomendações da prefeitura.
  • No Rio, bares e restaurantes lotaram no final de semana, com multidão sem máscara bebendo nas calçadas. Para evitar o mesmo, em SP os bares só funcionarão durante o dia.
  • Segundo o Valor, Ministério da Saúde prepara campanha publicitária trocando o “fique em casa” pelo “vá logo ao médico” e exaltando a cloroquina.

Governo Bolsonaro
  • O secretário da Educação do Paraná, Renato Feder, publicou em seu Facebook uma nota curta agradecendo ao convite para assumir o Ministério da Educação e o recusando. Desde que foi convidado, na sexta-feira, Feder foi atacado pela militância bolsonarista e olavista nas redes. Daí concluiu que o desgaste não valia o cargo.
  • Assim, o Brasil está há 15 dias sem ministro da Educação. E, na mais grave crise sanitária em um século, há 51 dias sem ministro da Saúde.
  • Bela Megale, em O Globo, informa que Bolsonaro pediu ao filho Carlos que baixasse o tom nas redes, principalmente em relação aos militares. Mas ele avisou que não consegue controlar as críticas à atuação “paz e amor” do presidente, principalmente em relação a Maia e Alcolumbre.
  • Governo quer melhorar imagem e propõe dobrar verba de publicidade.

Investigações

Congresso
  • Segundo o Valor, Davi Alcolumbre trabalha alianças no Congresso e STF para conseguir se reeleger presidente do Senado.
  • Câmara analisa MP de socorro para empresas aéreas nesta semana.
  • Câmara começa a analisar lei das fake news.

ECONOMIA

Atividade
  • Estadão mostra que, para cada emprego formal fechado, dois informais ficaram sem trabalho Mais expostos às crises, os profissionais sem registro estão em funções que dependem da renda dos demais trabalhadores e ficam sem opção quando há queda na economia; levantamento considera o trimestre encerrado em fevereiro e os três meses até maio.
  • Das 30 maiores economias do mundo, Brasil terá o sexto pior desempenho do PIB, segundo estudo da FGV.

Contas públicas
  • No Estadão: aposentadoria militar tem o maior déficit per capita. Em 2019, a União bancou R$ 121,2 mil para cada beneficiário das Forças Armadas, mais de 17 vezes a média por pessoa no INSS.
  • Relatório do Tesouro aponta rombo de R$ 3,6 trilhões da União, revela o Valor.




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