ANÁLISE DO NOTICIáRIO-11/06/2020
6/11/2020
A grande parte do mundo desenvolvido se prepara para um recuperação econômica rápida no formato "V". Os incipientes sinais de retomada do emprego dos EUA, aliados à monstruosa injeção de estímulo do Fed, mostram que os efeitos da pandemia do coronavírus serão contornados caso não haja uma segunda onda de contaminação.
A recuperação no Brasil não ocorrerá mesma velocidade por vários motivos, apesar da recentíssima valorização dos ativos brasileiros. Isso significa que a desigualdade do Brasil em relação aos outros países se aprofundará e a correção da rota passará por um aperto no cinto e muita vontade política. O primeiro passo será Bolsonaro conter o ímpeto para evitar tornar permanente a ajuda emergencial de R$ 600. O segundo será um mergulho irrestrito na agenda reformista no Congresso Nacional.
A segunda ação teoricamente seria mais fácil com uma articulação política suave e uma relação menos conturbada com o Congresso, ainda mais agora que o governo abriu-se totalmente para o Centrão. O problema é que o presidente segue dando sinais mistos sobre como quer se relacionar com os parlamentares. Ao mesmo tempo em que entrega cargos, ele insiste em temas controversos e desligados da realidade para agradar a parcela mais radical de seus apoiadores. Como a MP que que permite ao ministro da Educação indicar quem quiser para reitor das universidades federais. A proposta causou reação imediata da cúpula do Congresso, que a classificou de inconstitucional e ameaçou devolve-la ao Executivo sem nem sequer analisá-la.
Bolsonaro segue tentando agradar públicos distintos, mas é incapaz de gerar consenso, causando desgaste e controvérsia. A falta de agenda e a visão ofuscada de país só dá a certeza de que a sociedade assiste o empobrecimento econômico e político da nação.
A recuperação no Brasil não ocorrerá mesma velocidade por vários motivos, apesar da recentíssima valorização dos ativos brasileiros. Isso significa que a desigualdade do Brasil em relação aos outros países se aprofundará e a correção da rota passará por um aperto no cinto e muita vontade política. O primeiro passo será Bolsonaro conter o ímpeto para evitar tornar permanente a ajuda emergencial de R$ 600. O segundo será um mergulho irrestrito na agenda reformista no Congresso Nacional.
A segunda ação teoricamente seria mais fácil com uma articulação política suave e uma relação menos conturbada com o Congresso, ainda mais agora que o governo abriu-se totalmente para o Centrão. O problema é que o presidente segue dando sinais mistos sobre como quer se relacionar com os parlamentares. Ao mesmo tempo em que entrega cargos, ele insiste em temas controversos e desligados da realidade para agradar a parcela mais radical de seus apoiadores. Como a MP que que permite ao ministro da Educação indicar quem quiser para reitor das universidades federais. A proposta causou reação imediata da cúpula do Congresso, que a classificou de inconstitucional e ameaçou devolve-la ao Executivo sem nem sequer analisá-la.
Bolsonaro segue tentando agradar públicos distintos, mas é incapaz de gerar consenso, causando desgaste e controvérsia. A falta de agenda e a visão ofuscada de país só dá a certeza de que a sociedade assiste o empobrecimento econômico e político da nação.
Governo
- Bolsonaro recria Ministério das Comunicações e o entrega a genro de Silvio Santos. Deputado Fábio Faria (PSD-RN) comandará pasta, que era cobiçada por partidos do centrão.
- Bolsonaro diz que escolheu Faria 'pela vida que ele tem junto à família do Silvio Santos’.
- Presidente deve decidir se recria Ministério da Segurança Pública só no fim do ano.
- Decisões de Moraes voltam a incomodar Planalto, mas governo quer evitar embate.
Epidemia
- Boletim das 8h: Brasil tem 39.803 mortos por coronavírus, mostra consórcio de veículos de imprensa. Total de infecções chega a 775.581; apesar do avanço da pandemia.
- Rio e São Paulo reabrem shoppings.
- Consumidor volta ao centro de São Paulo em clima de fim de pandemia.
- Ruas lotadas em SP deixam autoridades de saúde perplexas.
- Ônibus levam 200 mil a mais na semana de reabertura em SP.
- Planos de saúde e hospitais atrasam pagamento de insumos em meio à crise do coronavírus. Problema envolve dívidas relacionadas a marca-passos, stents e próteses; associação de convênios médicos destaca crise econômica.
- Alguns ministros do TSE têm viés antidemocrático, diz deputado bolsonarista Douglas Garcia - https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/06/alguns-ministros-do-tse-tem-inclinacao-de-ameaca-a-democracia-diz-deputado-bolsonarista.shtml
- Eduardo Bolsonaro diz que defende 'qualquer empresa' de armas a vir ao Brasil.
- TCU decide investigar gastos no cartão da Presidência.
- Fachin vota a favor do inquérito das fake news e vê omissão da PGR e da PF.
- Davi Tangerino: 'O que está em jogo no inquérito das fake news’ - https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,analise-o-que-esta-em-jogo-no-inquerito-das-fake-news,70003331219
- William Waack: 'É a pobreza de milhões de pessoas que condiciona as agendas’ - https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,frente-ampla,70003331129
- Em editorial, Estadão defende que militares saiam do governo em nome da respeitabilidade que construíram ao longo de 35 anos de democracia. "Eventual saída não seria traumática. O presidente Jair Bolsonaro, sozinho, desestabiliza o próprio governo - https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,os-militares-no-governo,70003331196
- Alerj abre processo de impeachment contra o governador Wilson Witzel por suspeita de corrupção no combate à pandemia do coronavírus.
ECONOMIA
Atividade
Atividade
- Equipe econômica vê exagero em cenários de queda do PIB maiores que 7% . Há uma irritação especial com a projeção do Banco Mundial.
- Pelo IPCA, as frutas tiveram queda de 2,10% nos preços..
- Em meio à crise, alimentação pesa ainda mais para as famílias pobres.
Esta Análise do Noticiário de hoje foi escrita por Tiago Pariz e Otávio Cabral.
A Caravelas Comunicação é uma consultoria de comunicação e ajuda as empresas a serem divulgadas nos mais importantes meios de comunicação do Brasil
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