teto de gastos é a ferramenta mais eficiente de política econômica para evitar que o país volte a trilhar o caminho da falência fiscal e entre numa espiral de juros altos, preços em disparada e insufiencia das contas públicas.
A pandemia, no entanto, colocou em xeque a regra, que está prevista na Constituição e impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação. Para enfrentar a covid-19, o governo aumentou o gasto em todas as áreas para compra de remédios, equipamentos e para o auxílio emergencial de R$ 600. Com isso, a dívida bruta do governo vai saltar para 98,2% do PIB em 2020 por conta do aumento do rombo nas contas públicas. A previsão anterior era de fechar este ano em 77,9% do PIB.
Os dados são usado para sensibilizar quem defende a flexibilização do teto porque a ameaça não vem apenas do Congresso, mas também de dentro do Planalto. Jair Bolsonaro quer tornar permanente os R$ 600 como renda básica. Abandonar o mecanismo agora criaria maior dificuldade para adiante colocar as contas nos trilhos e evitar uma derrocada econômica já que os fundamentos macroeconômicos estão todos fragilizados.
Na Câmara e no Senado, parlamentares de diversos partidos têm apresentado propostas para flexibilizar o teto e até mesmo estender o Estado de calamidade da pandemia, que termina em dezembro, até 2021. Com a calamidade, as regras fiscais, como necessidade de cumprimento da meta fiscal, ficam suspensas.
A questão que se impõe é se o ímpeto populista-eleitoral vai prevalecer dentro do Congresso e do Palácio do Planalto ou se os números e a racionalidade falarão mais alto.
POLÍTICA
Pandemia
Investigações
Eleições 2020
ECONOMIA
Teto de gastos
Reforma tributária
Atividade
Esta Análise do Noticiário de hoje foi escrita por Tiago Pariz e Otávio Cabral.
A Caravelas Comunicação é uma consultoria de comunicação e ajuda as empresas a serem divulgadas nos mais importantes meios de comunicação do Brasil
A pandemia, no entanto, colocou em xeque a regra, que está prevista na Constituição e impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação. Para enfrentar a covid-19, o governo aumentou o gasto em todas as áreas para compra de remédios, equipamentos e para o auxílio emergencial de R$ 600. Com isso, a dívida bruta do governo vai saltar para 98,2% do PIB em 2020 por conta do aumento do rombo nas contas públicas. A previsão anterior era de fechar este ano em 77,9% do PIB.
Os dados são usado para sensibilizar quem defende a flexibilização do teto porque a ameaça não vem apenas do Congresso, mas também de dentro do Planalto. Jair Bolsonaro quer tornar permanente os R$ 600 como renda básica. Abandonar o mecanismo agora criaria maior dificuldade para adiante colocar as contas nos trilhos e evitar uma derrocada econômica já que os fundamentos macroeconômicos estão todos fragilizados.
Na Câmara e no Senado, parlamentares de diversos partidos têm apresentado propostas para flexibilizar o teto e até mesmo estender o Estado de calamidade da pandemia, que termina em dezembro, até 2021. Com a calamidade, as regras fiscais, como necessidade de cumprimento da meta fiscal, ficam suspensas.
A questão que se impõe é se o ímpeto populista-eleitoral vai prevalecer dentro do Congresso e do Palácio do Planalto ou se os números e a racionalidade falarão mais alto.
POLÍTICA
Pandemia
- O país registrou 721 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 101.857 óbitos. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.022 óbitos, uma variação de +2% em relação aos dados registrados em 14 dias.
- Governo Bolsonaro vincula mortes e casos de Covid a governadores adversários. O Planalto distribuiu a partidos da base aliada no Legislativo uma espécie de ranking dos governos estaduais e municipais que apresentam o maior número de mortes e casos. O documento, produzido pela Secretaria de Governo com dados do Ministério da Saúde, associa a contaminação pela doença a governadores e prefeitos, muitos deles adversários de Bolsonaro.
- Putin diz que Rússia aprovou regulação da 1ª vacina para Covid-19. Anúncio vem em meio a incertezas da comunidade internacional sobre efiácia.
- Mundo ultrapassa 20 milhões de casos.
- Nova Zelândia adota lockdown em Auckland após novos casos.
Investigações
- Ex-mulher de Bolsonaro pagou imóvel com dinheiro vivo quando era casada com ele, informa O Globo. Escritura registra quitação em espécie de valor que equivale a R$ 621 mil atualmente.
- "É o momento de refletir se vale a pena estar na vida pública", diz Baldy, secretário de Doria, após prisão. Acusado de receber propina, chefe da pasta de Transportes do governo de SP afirma que cada centavo em sua casa foi declarado e que não teve direito a defesa - https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/08/e-o-momento-de-refletir-se-vale-a-pena-estar-na-vida-publica-diz-baldy-secretario-de-doria-apos-prisao.shtml
- Operação Lava Jato deve ser afetada por mudanças no Supremo, avalia o Estadão. Aposentadoria de decano, troca de ministros nas turmas e indicação de novo integrante da Corte podem mudar placar de futuros julgamentos que atingem operação.
Eleições 2020
- Nova regra deixa partidos nanicos sem nenhum tempo de TV nas eleições municipais, segundo a Folha. Ao menos dez partidos políticos irão ficar de fora da partilha do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão nas eleições municipais deste ano. Desde a publicação da Constituição, em 1988, é a primeira vez que haverá legendas de fora desse bolo da propaganda eleitoral.
- Apresentador José Luiz Datena precisa deixar TV e rádio na terça se quiser ser vice de Bruno Covas em SP.
ECONOMIA
Teto de gastos
- Equipe econômica cria força-tarefa para manter teto de gastos. Ministério vai levar a parlamentares dados mostrando fragilidade da situação fiscal do País e o risco de abandonar o mecanismo.
- 'Gastos sem fonte podem levar País à bancarrota', diz economista-chefe do Santander - https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,gastos-sem-fonte-podem-levar-pais-a-bancarrota-diz-economista-chefe-do-santander,70003394947
Reforma tributária
- Arrecadação de CPMF não banca todas as promessas de Guedes. Novo tributo arrecadaria R$ 120 bi, mas benefícios esperados em troca podem abrir rombo superior a R$ 200 bi.
- Equipe de Guedes recalibra discurso sobre novo imposto para se afastar de rejeição à CPMF.
Atividade
- Varejo refaz contas e prevê queda menor neste ano devido ao auxílio emergencial.
- Governo vai distribuir R$ 7,5 bilhões do lucro registrado pelo FGTS entre os trabalhadores.
Esta Análise do Noticiário de hoje foi escrita por Tiago Pariz e Otávio Cabral.
A Caravelas Comunicação é uma consultoria de comunicação e ajuda as empresas a serem divulgadas nos mais importantes meios de comunicação do Brasil
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