A evolução da pandemia do novo coronavírus no Brasil traz ensinamentos médicos, comportamentais e econômicos. Todos agravados por um governo federal errático e com dificuldades de adotar agenda clara de combate à crise.
Os últimos dias reúnem alguns pontos auspiciosos. A rapidez em relação aos estudos de uma vacina ou à terapia com anticorpos. A redução da taxa de expansão da doença de 3,5 para 1,4. A estabilidade dos números altos em São Paulo, epicentro da Covid-19 no país. E, por último, a indicação de que o pico da doença deve ocorrer nesta semana e atingir estabilidade em julho, com 370 mil casos
Nenhum desses números é positivo, muito menos tranquilizadores. Mas ao se acostumar ao grotesto, ao caos e a situações insólitas, a população passa a entrar no estado recém-chegado de normalidade às avessas. São mudanças de hábito, alterações de comportamento que ajudam a encarar todas as dificuldades forçadas pelo cotidiano restritivo, pela limitação de contato social, pelo orçamento esmagado, pelo futuro incerto. Enfim, pela vida interrompida.
Na miopia que falseia a realidade, o governo federal também se mexe para criar dividendos e já admite abertamente a possibilidade de prorrogar ou tornar permanente o auxílio emergencial de R$ 600. A equipe econômica já arranjou até um discurso: revisar gastos sociais considerados ineficientes, como abono salarial, seguro-defeso (pago a pescadores artesanais no período de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida) e farmácia popular, para criar espaço orçamentário.
O ensinamento que fica é que o ser humano se adapta e se molda sempre empurrando um pouco mais adiante os limites impostos.
Os últimos dias reúnem alguns pontos auspiciosos. A rapidez em relação aos estudos de uma vacina ou à terapia com anticorpos. A redução da taxa de expansão da doença de 3,5 para 1,4. A estabilidade dos números altos em São Paulo, epicentro da Covid-19 no país. E, por último, a indicação de que o pico da doença deve ocorrer nesta semana e atingir estabilidade em julho, com 370 mil casos
Nenhum desses números é positivo, muito menos tranquilizadores. Mas ao se acostumar ao grotesto, ao caos e a situações insólitas, a população passa a entrar no estado recém-chegado de normalidade às avessas. São mudanças de hábito, alterações de comportamento que ajudam a encarar todas as dificuldades forçadas pelo cotidiano restritivo, pela limitação de contato social, pelo orçamento esmagado, pelo futuro incerto. Enfim, pela vida interrompida.
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O ensinamento que fica é que o ser humano se adapta e se molda sempre empurrando um pouco mais adiante os limites impostos.

POLÍTICA
Bolsonaros
- Caso Queiroz: Apurações e relatório derrubam versão dos Bolsonaros para negar vazamento na PF.
- Procuradoria abre investigação sobre vazamento de informações da 'Furna da Onça' a Flávio
- Flávio nega ter sido informado de operações em curso contra Queiroz
- Editorial do Globo: Novas evidências do interesse de Bolsonaro na PF https://oglobo.globo.com/opiniao/novas-evidencias-do-interesse-de-bolsonaro-na-pf-1-24433556
- Partidos pedem no Conselho de Ética cassação de Flávio Bolsonaro
- Painel da Folha: Ramagem se irrita em ser associado com vazamento a Flávio
- 'O risco Bolsonaro e o mercado'; leia o editorial do 'Estadão' desta terça-feira https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,o-risco-bolsonaro-e-o-mercado,70003307085
- PF vai ouvir delegada e policiais em investigação sobre vazamento de operação para Flávio Bolsonaro
- Merval Pereira: Denúncia de empresário reforça relato de Moro https://blogs.oglobo.globo.com/merval-pereira/post/o-cerco-se-fecha.html
Bolsonaros
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Pandemia
- Brasil reduz taxa de expansão da Covid-19 de 3,5 para 1,4, mas número ainda é alto. Cada dois brasileiros infectados transmitem o Sars-CoV-2 para outros três; taxa é essencial para entender o futuro da pandemia, mesmo não sendo o único parâmetro para isso.
- Doença estabilizada e falta de PM tiram 'lockdown' do horizonte de SP
- Estudo indica pico de covid-19 nesta semana e estabilidade em julho, com 370 mil casos
- Especialistas mantêm cautela sobre vacina contra coronavírus: 'Estudo preliminar'
- Brasil tem 674 mortes por coronavírus em 24h e já é o 3º país no mundo em nº de casos
- 'Quem prioriza a saúde se recupera mais rápido da crise', diz presidente da Renner
- Moderna planeja financiar vacina da covid com venda de US$ 1,25 bi em ações
- Medicamento contra o coronavírus impõe dilema a investidores da fabricante
- Brasil reduz taxa de expansão da Covid-19 de 3,5 para 1,4, mas número ainda é alto. Cada dois brasileiros infectados transmitem o Sars-CoV-2 para outros três; taxa é essencial para entender o futuro da pandemia, mesmo não sendo o único parâmetro para isso.
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Governo
- Governo avalia revisar benefícios sociais para prorrogar auxílio emergencial
- Com entrada na Educação, Centrão enfraquece Weintraub
- Bolsonaro recebe currículo de médicos, militares e youtuber para a Saúde
- Bernardo M. Franco: A julgar pelas opções, talvez seja melhor ficar sem ministro https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/bolsonaro-busca-fantoche-para-o-ministerio-da-saude.html
- Presidente atrasa veto a reajuste, e estados aprovam aumento para servidores públicos. Bolsonaro marcou reunião para quinta-feira com governadores. Segundo fontes, quer dar tempo para gestores locais consigam reajustes e tensão com Parlamento diminua
ECONOMIA
Atividade
- Consumo das famílias, carro-chefe da economia, desaba.
- Servidores entram na Justiça para não voltar ao trabalho na Esplanada
- Socorro bilionário a elétricas adia reajuste médio de 12% na luz. Crédito busca cobrir custos gerados pela crise da covid-19 nas empresas; ajuda deve ficar entre R$ 10 bi e R$ 12 bi
- BNDES negocia 'crédito âncora' aos fornecedores mais afetados pela pandemia
- Míriam Leitão: O pior na crise é a politização do Ministério da Economia https://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/politizacao-da-economia.html
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Esta Análise do Noticiário de hoje foi escrita por Tiago Pariz e Otávio Cabral.