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O governo Bolsonaro tem uma semana de testes importantes para sua nova base de apoio no Congresso, que foi formada a partir da mais antiga receita, à base de distribuição de cargos públicos e de verbas do orçamento.

Na tarde de hoje, a Câmara deve analisar a prorrogação do Fundeb, o fundo de financiamento da educação básica. O objetivo do governo é alocar R$ 8 bilhões do fundo para a compra de vagas em creches privadas, para complementar o Renda Brasil, programa que substituirá o Bolsa Família.

Também para hoje está prevista a chegada ao Congresso da parte inicial da reforma tributária da equipe econômica de Paulo Guedes. Tema sempre polêmico, a mudança em tributos não terá vida fácil para ser aprovada.

Há ainda uma série de vetos do presidente que foram colocados na geladeira pela presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, que, antes de colocá-los em votação, espera apoio do governo para ser reeleito para comandar o Senado.

Para facilitar o trabalho da base, o governo decidiu falar a língua que o centrão entende. Depois de nomear indicados pelos partidos para ministérios e cargos de segundo escalão, o Planalto agora liberou R$ 1 bilhão em verbas de combate à pandemia para os parlamentares apadrinharem. É a mesma lógica utilizada pelos antecessores, que Bolsonaro tanto criticou e se elegeu prometendo fazer diferente.

POLÍTICA

Pandemia

  • O Brasil ultrapassou marca de 80 mil mortes por covid-19. Foram 718 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 80.251 óbitos.
  • A média móvel de mortes nos últimos 7 dias foi de 1.047 óbitos, uma variação de +2% em relação aos dados registrados em 14 dias.
  • Duas potenciais vacinas contra o coronavírus tiveram avanços importantes. Tanto a que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, quanto uma em estudo por chineses, conseguiram sucesso no desenvolvimento de anticorpos e se mostraram seguras. Agora, irão passar por mais uma fase, com uma quantidade maior de pessoas testadas, para ter sua eficácia comprovada.

Governo Bolsonaro

  • Aprovação do governo mantém tendência de alta, afirma pesquisa XP/Ipespe. Índice oscila para cima dentro da margem de erro e atinge 30% de ótimo e bom.
  • Casa Civil indica filha do ministro Braga Netto para vaga na ANS com salário de R$ 13 mil, informa o Estadão.

Investigações

  • A PF cumpre quatro mandados de prisão temporária em investigação sobre o caixa 2 na campanha de José Serra ao Senado, em 2014. A Lava Jato de São Paulo apura o pagamento de R$ 5 milhões em doações não contabilizadas.
  • Em depoimento ao Ministério Público Federal, Flávio Bolsonaro nega ter sido avisado de operação.
  • Investigação da polícia e do Ministério Público mapearam elos entre Queiroz e miliciano, segundo o Estadão.

Educação

  • A Câmara deverá votar hoje a prorrogação do Fundeb, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica. O objetivo do Fundeb é distribuir dinheiro aos estados de forma a reduzir a diferença entre o que entes federativos mais ricos e mais pobres gastam por aluno.
  • A negociação vem sendo difícil porque o governo tenta segurá-la. Mas vinte governadores assinaram, ontem, um pedido para que a votação seja feita.
  • A equipe econômica propõe alocar até R$ 8 bilhões do Fundeb por ano para o voucher-creche, que permite a famílias de baixa renda pagar uma creche particular. Seria uma forma de completar o novo Bolsa Família, batizado de Renda Brasil.
  • Maioria dos municípios paga salário de professor com verba do Fundeb, revela o Estadão. Oito em cada dez cidades usam recurso para essa finalidade.

Congresso

  • Para conter a insatisfação com a articulação política do Planalto às vésperas de votações importantes no Congresso, o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) prometeu mais R$ 1 bilhão em verbas de combate ao coronavírus para prefeituras indicadas por parlamentares da base, informa O Globo.
  • Por apoio a sua reeleição no Senado, Davi Alcolumbre põe análise de vetos presidenciais na geladeira, mostra a Folha.

ECONOMIA

Reformas

  • Reforma tributária do governo será entregue hoje ao Congresso sem consenso. Ideia é unificar PIS e Cofins com alíquota de 12%, mas agro, indústria, comércio e serviços têm propostas próprias.
  • Setor de serviços defende nova CPMF.

Atividade

  • Consumo de energia cai 3,4% em junho, aponta a ONS.

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