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O ministro da Economia, Paulo Guedes, mantém o discurso favorável à criação de um novo imposto sobre transações, uma CPMF reformulada, para viabilizar uma ampla desoneração da folha de pagamentos.

Insistir nas duas teses é ignorar os efeitos de ambas propostas num passado recente. Criar uma nova tributação vai gerar ineficiência porque, acima de tudo, a CPMF é um imposto injusto. Financiar os gastos do governo, a renda universal e a retomada da economia tributando transações financeiras atinge a população de maneira desigual e injusta. Penaliza, portanto, quem não deve pagar a conta. O correto seria reduzir benefícios e os privilégios que atingem a cúpula do serviço público federal.

A desoneração da folha é um dinossauro testado amplamente pelo governo Dilma Rousseff que não teve efeito. Nenhum setor que foi beneficiado pela redução tributária aumentou contratação ou investiu em equipamentos. O dinheiro que pagou menos imposto não voltou para a economia real. Muito pelo contrário.

Nenhuma tese gerida pela turma de Paulo Guedes é factível. A nova CPMF não tem chance de aprovação pelo Congresso, como já foi dito diversas vezes. E usar como moeda de troca uma proposta ineficaz, insustentável e ineficiente é, no mínimo, ingênuo por parte deles.

POLÍTICA

Pandemia

  • O país registrou 906 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 13139.605 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de novas mortes no país nos últimos 7 dias foi de 699 óbitos, uma variação de 1% em relação aos dados registrados em 14 dias.
  • Em seis meses de quarentena, SP perde até 75 mil bares e restaurantes. Estabelecimentos não resistiram à recessão e ao funcionamento restrito na pandemia.
  • Volta às aulas no País e acesso à web não são temas do MEC, diz ministro. Milton Ribeiro reconhece que a desigualdade se acentua, mas ressalta que escola é de responsabilidade de Estados e municípios - https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,voltas-as-aulas-no-pais-e-acesso-a-web-nao-sao-temas-do-mec-diz-ministro,70003450120

Eleições 2020

  • Russomanno lidera disputa para prefeito de SP com 29%, e Covas tem 20%, aponta Datafolha. Deputado repete desempenho da saída de campanhas derrotadas em 2012 e 2016; Boulos ocupa lugar do PT e empata com França -https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/09/russomanno-lidera-disputa-para-prefeito-de-sp-com-29-e-covas-tem-20-aponta-datafolha.shtml
  • Celso Russomanno: 37% entre evangélicos, 37% entre moradores da zona leste de SP, 36% entre quem ganha até dois salários mínimos, 18% entre quem tem ensino superior e 14% entre quem ganha mais de dez salários mínimos.
  • Bruno Covas (PSDB): 29% entre moradores do centro de SP, 28% entre quem tem 60 anos ou mais, 27% entre aposentados, 25% entre moradores da zona oeste de SP e 23% entre quem ganha de 5 a 10 salários mínimos.
  • Covas tem maior rejeição em SP, ao lado de Levy Fidelix e Joice Hasselmann.
  • Bolsonaro e Doria são os piores cabos eleitorais.
  • Editorial da Folha: "Datafolha aponta desinteresse por candidatos em SP" - https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/09/eleitor-distante.shtml
  • Partido Novo suspende Filipe Sabará e paralisa campanha à Prefeitura de SP.
  • Em reunião do TSE, presidentes de partidos criticam cota para negros já.

Governo

Investigações

  • Por 69 a 0, Assembleia do RJ autoriza processo e deixa Witzel mais perto do impeachment. Governador ainda será julgado por tribunal misto de deputados e desembargadores.
  • Ex-assessor de Flávio Bolsonaro comprou terreno de Bolsonaro em dinheiro vivo. Coronel Guilherme Hudson é investigado no inquérito das 'rachadinhas' e apontado pelo Ministério Público como funcionário 'fantasma'.

Segurança

  • Sistema prisional de SP tem a menor população carcerária em sete anos. Cadeias perderam 18 mil presos desde maio de 2019; Covid ajuda na queda.

ECONOMIA

Atividade

  • Governo disponibiliza R$ 10 bi em empréstimos a empresas que utilizem maquininhas.
  • Bolsonaro sanciona projeto de lei que altera cobrança do ISS.
  • Para desonerar folha de todos os setores, governo quer novo imposto sobre transações. Equipe econômica prepara proposta de criação de tributo para compensar ampla redução da contribuição sobre salários.
  • Incerteza fiscal encarece a rolagem da dívida pública. Para secretário do Tesouro, piora dos preços dos títulos reflete fundamentos, mas é transitória.

Escrita por Tiago Pariz e Otávio Cabral.
A Caravelas Comunicação é uma consultoria de comunicação e ajuda as empresas a serem divulgadas nos mais importantes meios de comunicação do Brasil

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