analise do noticiario- 30/06/2020
6/30/2020
A nova maneira de atuação de Jair Bolsonaro, menos conflituoso, após os atritos, tensões e profunda instabilidade entre poderes e na gestão da pandemia relembra alguns pontos do passado. Alguns chamam atenção: o presidente parou de falar na entrada do Alvorada. Saiu o personagem do palanque eleitoral.
Passou a negociar de forma sólida com o Centrão e com o STF, com objetivo de construir pontes com os poderes e garantir equilíbrio para o governo. Saiu de cena o destruidor de pontes.
Iniciou um processo de reorganização do governo. Claro, por pressão do Centrão, mas há um incipiente movimento de "desradicalização" após a saída de Abraham Weintraub. Ainda que Carlos Alberto Decotelli tenha mentido no currículo e não seja efetivado na Educação, sua escolha foi um sinal de distensão.
Está aprofundando a troca de apoio das classes mais altas pelas mais baixas com o auxílio emergencial de R$ 600. As pesquisas têm indicado que a avaliação positiva de Bolsonaro tem crescido entre a população mais pobres e no nordeste.
Alguns desses movimentos já vinham acontecendo, mas é importante notar que a aceleração do processo de mutação ocorreu após a prisão de Fabrício Queiroz.
É muito cedo para dizer que essa mudança está consolidada e realmente o político confrontador que gosta de radicalizar, tensionar o debate saiu de cena.
O fato é que hoje há muitas semelhanças com o movimento que o ex-presidente Lula fez em 2005 para salvar seu governo durante o mensalão. Naquele momento, deu certo.
POLÍTICA
Pandemia
Governo
Eleições 2020
Poderes
Caso Marielle
ECONOMIA
Atividade
Contas públicas
Passou a negociar de forma sólida com o Centrão e com o STF, com objetivo de construir pontes com os poderes e garantir equilíbrio para o governo. Saiu de cena o destruidor de pontes.
Iniciou um processo de reorganização do governo. Claro, por pressão do Centrão, mas há um incipiente movimento de "desradicalização" após a saída de Abraham Weintraub. Ainda que Carlos Alberto Decotelli tenha mentido no currículo e não seja efetivado na Educação, sua escolha foi um sinal de distensão.
Está aprofundando a troca de apoio das classes mais altas pelas mais baixas com o auxílio emergencial de R$ 600. As pesquisas têm indicado que a avaliação positiva de Bolsonaro tem crescido entre a população mais pobres e no nordeste.
Alguns desses movimentos já vinham acontecendo, mas é importante notar que a aceleração do processo de mutação ocorreu após a prisão de Fabrício Queiroz.
É muito cedo para dizer que essa mudança está consolidada e realmente o político confrontador que gosta de radicalizar, tensionar o debate saiu de cena.
O fato é que hoje há muitas semelhanças com o movimento que o ex-presidente Lula fez em 2005 para salvar seu governo durante o mensalão. Naquele momento, deu certo.
POLÍTICA
Pandemia
- O Brasil atingiu 58.385 mortes causadas pela covid-19. Foram 727 óbitos confirmados nas últimas 24 horas e 25.234 novos casos, elevando para 1.370.488 o total de pessoas contaminadas pelo coronavírus no país.
- Medo do coronavírus aumenta, mas isolamento total diminui, mostra Datafolha. 12% dos entrevistados relataram só sair quando é inevitável, contra 21% em abril.
- Maioria é contra reabertura de comércio e vê piora na pandemia, diz Datafolha.
- DF passa de modelo no combate à Covid-19 a estado de calamidade pública.
- Coalizão de hospitais vai testar antivirais em pacientes com Covid-19 no Brasil.
- Helio Schartsman: Talvez não tenhamos imunidade de rebanho nem no futuro - https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2020/06/imunidade-duradoura.shtml
- Trabalhador de grupo de risco põe saúde à frente da economia. No momento em que as cidades começam a flexibilizar as regras da quarentena, pesquisa mostra que 85% dos 60,8 milhões nessa condição priorizam bem-estar, segundo o Instituto Locomotiva.
Governo
- Bolsonaro é aconselhado a substituir Ernesto Araújo e Ricardo Salles.
- Eliane Cantanhêde questiona: 'Bolsonaro mantém Decotelli, mas até quando?’ - https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,a-crise-continua,70003348837
- Em editorial, Estadão avalia que "ficou evidente que Decotelli está longe de ser a pessoa certa para o cargo’ - https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,o-falso-ministro-da-educacao,70003348773
- Bernardo Mello Franco: "Quase doutor, quase ministro” - https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/quase-doutor-quase-ministro.html
- "Bolsonaro de 2020 lembra Lula em 2005", diz publicitário Alexandre Borges, que fez a campanha para prefeito do filho do presidente em 2016 e de Witzel há dois anos - https://oglobo.globo.com/brasil/bolsonaro-de-2020-lembra-lula-em-2005-diz-ex-marqueteiro-de-flavio-24506211
Eleições 2020
- Centrão quer apoio de Bolsonaro para garantir recursos e adiar pleito.
- Prefeitos se apegam a máquina em pressão para manter data das eleições.
Poderes
- Míriam Leitão: País está dizendo que entendeu o risco do autoritarismo - https://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/razao-de-voltar-ao-velho-debate.html
- Lava Jato rejeita pedido de Aras para ter acesso a dados de investigações; procuradores temem vazamento.
- Aras pode acionar conselho contra procuradores da Lava Jato
Caso Marielle
- Grupo suspeito de matar Marielle Franco é alvo de operação da Polícia Civil e do MP do Rio. Quadrilha, conhecida como 'Escritório do crime', foi criada por Adriano Nóbrega, ex-capitão do Bope acusado de ser o chefe da milícia da Muzema e de Rio das Pedras.
ECONOMIA
Atividade
- Saída da crise deve se dar em forma de ‘K’ e ampliar desigualdade. Segundo a Folha, nesse formato os mais ricos e companhias maiores ganham e os trabalhadores e empresas menores empobrecem, abrindo a distância entre os dois grupos - https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/06/saida-da-crise-em-forma-k-ampliara-desigualdade.shtml.
- Efeito do isolamento e pacotes de ajuda abrirão distância entre pobres e ricos.
- Brasil entrou em recessão no primeiro trimestre de 2020, diz FGV
Contas públicas
- Bolsonaro sanciona Lei Aldir Blanc, que prevê repasse de R$ 3 bi para setor cultural.
- Sanção a corte de salário sai nos 'próximos dias', diz secretário Bruno Bianco.

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