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Análise do Noticiário, Press Releases e Comentários Diários

ANÁLISE DO NOTICIáRIO-20/05/2020

O Brasil registrou ontem pela primeira vez mais de mil mortes em um único dia pelo coronavírus. Um triste recorde do país que não tem ministro da Saúde e já registra um em cada sete novos casos da epidemia no mundo.

Enquanto não escolhe um ministro nem define uma estratégia clara de combate ao vírus e às consequências econômicas, Jair Bolsonaro aposta no uso de um remédio não indicado pela comunidade científica e faz ironias: “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma tubaína”.

A politização do coronavírus e de seu tratamento não vem sendo eficiente. Pelo contrário. A epidemia faz mais estragos no país por causa de suas peculiaridades demográficas e de bolsões de pobreza. Oito dos dez estados mais afetados têm as maiores proporções de moradias irregulares ou em condições precárias, como favelas e palafitas, casos de Amazonas, Pará e Rio.

Nesses locais, a doença afeta pacientes mais jovens, o que também é uma peculiaridade brasileira em relação ao mundo.

A concentração de hospitais em áreas centrais, a falta de respiradores e a dificuldade de contratação de profissionais de saúde podem fazer rapidamente com que os médicos começam a escolher quem salvar nas UTIs.

A situação é alarmante. Os tristes recordes não devem parar de ser batidos tão cedo, com o Brasil caminhando para se tornar o país mais afetado pela epidemia.
Caravelas Comunicacao Folha de Sao Paulo Capa 20/05/2020
POLÍTICA

Epidemia

  • O Brasil voltou a bater recordes de mortes em dia pelo coronavírus, com 1.179 nas últimas 24 horas. Também foram registrados 17.408 novos casos, segundo o Ministério da Saúde. O Brasil soma 17.971mortes por Covid-19 e 271.628 casos confirmados.
  • O Globo escreve que algumas características do Brasil contribuem para a disseminação. São 5,1 milhões de domicílios em áreas adensadas, como favelas, que são prejudiciais para o isolamento social.
  • O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, assina hoje um novo protocolo recomendando a médicos que utilizem cloroquina e hidroxicloroquina desde o início do tratamento de Covid-19. Seus dois antecessores deixaram o cargo por se recusarem a fazê-lo.
  • Ontem, as principais entidades médicas brasileiras publicaram um documento com suas diretrizes para o coronavírus e sugeriram não utilizar hidroxicloroquina ou cloroquina "de rotina no tratamento”.
  • “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de direita toma tubaína”, repetiu várias vezes Bolsonaro ontem.
  • Estadão, em editorial, avalia que a indicação por Bolsonaro do uso generalizado de cloroquina pode representar crime de responsabilidade - https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,a-cloroquina-e-o-crime-de-responsabilidade,70003308176
  • A partir de hoje, a cidade de São Paulo entra em um megaferiado que se estenderá por cinco dias, até domingo. É uma tentativa de conter a disseminação do vírus.
  • Vera Magalhães, no Estadão, avalia que esse rodízio é mais uma “medida improvisada para achatar a curva” em São Paulo - https://brpolitico.com.br/noticias/da-vera-ciencia-e-dados-ou-tentativa-e-erro/
Caravelas Comunicacao Estado de Sao Paulo Capa 20/05/2020
Crise política
  • O número dois da PF, Carlos Henrique Sousa, procurou os investigadores que apuram as denúncias de Sérgio Moro contra Jair Bolsonaro e prestou o segundo depoimento, ontem.
  • Souza afirmou que foi procurado em 27 de abril por Alexandre Ramagem, que perguntou se ele se aceitaria ser diretor-executivo da PF. Na semana passada, ele havia afirmado que não tinha sido procurado por ninguém. Agora, mudou de discurso, comprometendo Bolsonaro e reforçando Moro.
  • A PF também já está investigando que delegado pode ter vazado, para a família Bolsonaro, detalhes do inquérito que tinha entre os alvos o senador Flávio Bolsonaro e seu principal assessor, Fabrício Queiroz.
  • O centro do inquérito é o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, onde o presidente teria ameaçado Moro de demissão caso não permitisse a troca de comando da PF do Rio. O relator do caso, Celso de Mello, já o assistiu. Segundo o Estadão, ele “ficou incrédulo” e decide até sexta se tornará público.
Congresso
  • Ameaçado politicamente, Bolsonaro acelera as negociações com o centrão. Nos cálculos do Planalto, os cargos já distribuídos lhe garantem 172 votos na Câmara, que é suficiente para impedir a abertura de um processo de impeachment. Para ter mais segurança, busca o apoio dos 34 deputados do MDB.
  • Câmara e Senado decidiram criar uma comissão mista no Congresso para discutir uma nova data para o pleito, que deve ser adiado por conta da pandemia. A ideia preliminar é fazer o primeiro turno no dia 15 de novembro e o segundo no dia 6 de dezembro, sem prorrogação de mandatos.
Caravelas Comunicacao O Globo Capa 20/05/2020
Educação
  • O Senado aprovou por 75 votos a 1 o adiamento do Enem. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, queria realizá-lo em novembro, o que prejudica inúmeros estudantes sem acesso a aulas online. A Câmara deve confirmar a decisão.


ECONOMIA

Energia

  • O governo publicou decreto que define as regras de um empréstimo bilionário — que pode chegar a R$ 12 bilhões — para socorrer as distribuidoras de energia, por conta dos efeitos da pandemia. Esse socorro ao setor elétrico terá impacto na conta de luz a partir de 2021.
  • Energia do Brasil é a 37ª mais cara do mundo, aponta estudo revelado pelo Estadão.
  • Desde o início da pandemia, o setor elétrico perdeu R$ 4,6 bilhões. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o nível de inadimplência chegou a 15,08% em 18 de março — cinco vezes maior do que a média registrada no primeiro semestre de 2019.

Contas públicas
  • Mansueto Almeida afirma que manutenção de auxílio emergencial é “fiscalmente impossível”.
  • Crédito para pequenas empresas é sancionado.

Atividade
  • Nova leva de revisões vê recuo de até 7,4% do PIB brasileiro em 2020.
  • Demissões já afetam 13% das famílias e 40% das empresas, informa a Folha.

ANÁLISE DO NOTICIáRIO-19/05/2020

A evolução da pandemia do novo coronavírus no Brasil traz ensinamentos médicos, comportamentais e econômicos. Todos agravados por um governo federal errático e com dificuldades de adotar agenda clara de combate à crise.

Os últimos dias reúnem alguns pontos auspiciosos. A rapidez em relação aos estudos de uma vacina ou à terapia com anticorpos. A redução da taxa de expansão da doença de 3,5 para 1,4. A estabilidade dos números altos em São Paulo, epicentro da Covid-19 no país. E, por último, a indicação de que o pico da doença deve ocorrer nesta semana e atingir estabilidade em julho, com 370 mil casos

Nenhum desses números é positivo, muito menos tranquilizadores. Mas ao se acostumar ao grotesto, ao caos e a situações insólitas, a população passa a entrar no estado recém-chegado de normalidade às avessas. São mudanças de hábito, alterações de comportamento que ajudam a encarar todas as dificuldades forçadas pelo cotidiano restritivo, pela limitação de contato social, pelo orçamento esmagado, pelo futuro incerto. Enfim, pela vida interrompida.

Na miopia que falseia a realidade, o governo federal também se mexe para criar dividendos e já admite abertamente a possibilidade de prorrogar ou tornar permanente o auxílio emergencial de R$ 600. A equipe econômica já arranjou até um discurso: revisar gastos sociais considerados ineficientes, como abono salarial, seguro-defeso (pago a pescadores artesanais no período de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida) e farmácia popular, para criar espaço orçamentário.

O ensinamento que fica é que o ser humano se adapta e se molda sempre empurrando um pouco mais adiante os limites impostos.
Caravelas Comunicacao Folha de Sao Paulo Capa 19 05 2020
POLÍTICA

Bolsonaros

- Caso Queiroz: Apurações e relatório derrubam versão dos Bolsonaros para negar vazamento na PF.

- Procuradoria abre investigação sobre vazamento de informações da 'Furna da Onça' a Flávio

- Flávio nega ter sido informado de operações em curso contra Queiroz

- Editorial do Globo: Novas evidências do interesse de Bolsonaro na PF https://oglobo.globo.com/opiniao/novas-evidencias-do-interesse-de-bolsonaro-na-pf-1-24433556

- Partidos pedem no Conselho de Ética cassação de Flávio Bolsonaro

- Painel da Folha: Ramagem se irrita em ser associado com vazamento a Flávio

- 'O risco Bolsonaro e o mercado'; leia o editorial do 'Estadão' desta terça-feira https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,o-risco-bolsonaro-e-o-mercado,70003307085

- PF vai ouvir delegada e policiais em investigação sobre vazamento de operação para Flávio Bolsonaro

- Merval Pereira: Denúncia de empresário reforça relato de Moro https://blogs.oglobo.globo.com/merval-pereira/post/o-cerco-se-fecha.html
Caravelas Comunicacao EStado de Sao Paulo Capa 19 05 2020
Pandemia

- Brasil reduz taxa de expansão da Covid-19 de 3,5 para 1,4, mas número ainda é alto. Cada dois brasileiros infectados transmitem o Sars-CoV-2 para outros três; taxa é essencial para entender o futuro da pandemia, mesmo não sendo o único parâmetro para isso.

- Doença estabilizada e falta de PM tiram 'lockdown' do horizonte de SP

- Estudo indica pico de covid-19 nesta semana e estabilidade em julho, com 370 mil casos

- Especialistas mantêm cautela sobre vacina contra coronavírus: 'Estudo preliminar'

- Brasil tem 674 mortes por coronavírus em 24h e já é o 3º país no mundo em nº de casos

- 'Quem prioriza a saúde se recupera mais rápido da crise', diz presidente da Renner

- Moderna planeja financiar vacina da covid com venda de US$ 1,25 bi em ações

- Medicamento contra o coronavírus impõe dilema a investidores da fabricante
Caravelas Comunicacao O Globo Capa 19 05 2020
Governo

- Governo avalia revisar benefícios sociais para prorrogar auxílio emergencial

- Com entrada na Educação, Centrão enfraquece Weintraub

- Bolsonaro recebe currículo de médicos, militares e youtuber para a Saúde

- Bernardo M. Franco: A julgar pelas opções, talvez seja melhor ficar sem ministro https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/bolsonaro-busca-fantoche-para-o-ministerio-da-saude.html

- Presidente atrasa veto a reajuste, e estados aprovam aumento para servidores públicos. Bolsonaro marcou reunião para quinta-feira com governadores. Segundo fontes, quer dar tempo para gestores locais consigam reajustes e tensão com Parlamento diminua

ECONOMIA

Atividade

- Consumo das famílias, carro-chefe da economia, desaba.

- Servidores entram na Justiça para não voltar ao trabalho na Esplanada

- Socorro bilionário a elétricas adia reajuste médio de 12% na luz. Crédito busca cobrir custos gerados pela crise da covid-19 nas empresas; ajuda deve ficar entre R$ 10 bi e R$ 12 bi

- BNDES negocia ‘crédito âncora’ aos fornecedores mais afetados pela pandemia

- Míriam Leitão: O pior na crise é a politização do Ministério da Economia https://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/politizacao-da-economia.html

ANÁLISE DO NOTICIáRIO-18/05/2020

O negacionismo e a falta de apreço pela democracia de Jair Bolsonaro foram evidenciados mais uma vez ontem, quando levou 11 ministros a um ato golpista em frente ao Palácio do Planalto.

Bolsonaro insiste em negar a gravidade da epidemia de coronavírus, que já matou mais de 16 mil brasileiros. A demissão do ministro da Saúde, Nelson Teich, que não aceitou o uso discriminado da cloroquina em pacientes, deixou claro que o presidente não tem nenhum respeito pela ciência.

Os sinais trocados do presidente colocam em xeque todas as medidas de governadores e prefeitos a favor do isolamento social e podem levar a um preocupante descrédito da comunidade médica brasileira.

Os efeitos desse negacionismo presidencial vão além da saúde e colocam em risco a economia. A retomada econômica tende a demorar ainda mais, pois a volta precipitada de atividades não essenciais não contorna o medo dos consumidores. E, além das consequências locais, o país ruma para um isolamento internacional. A imagem ruim do país no combate ao coronavírus acarreta prejuízos diplomáticos e pode dificultar o trânsito de brasileiros pelo mundo.

Como escreveu Ian Bremmer, presidente do influente Eurasia Group, “Bolsonaro é de longe o mais incompetente líder de uma democracia na resposta ao coronavírus”. Os brasileiros sofrem a cada dia com essa incompetência.
Caravelas Comunicacao Analise Noticiario Folha 18-05-2020
POLÍTICA

Epidemia
  • Brasil ultrapassa 240 mil infectados e 16 mil mortes pela Covid-19. Foram registrados 7.938 novos casos e 485 mortes nas últimas 24h.
  • Valor informa que o Brasil pode ficar no fim da fila para receber vacina contra covid-19. Por causa de brigas deflagradas por Jair Bolsonaro, o Brasil sequer foi convidado para lançar iniciativa global que reúne países como França e Alemanha.
Caravelas Comunicacao Analise Noticiario Estado de Sao Paulo 18-05-2020
Crise política

Crise pelo país
Caravelas Comunicacao Analise Noticiario O Globo 18-05-2020
ECONOMIA

Contas públicas

  • Estadão informa que estados dão reajuste para funcionalismo em meio à crise.

Concessões
  • Governo dá aval para revisão de contratos de estradas e aeroportos durante a crise, informa O Globo.

Cultura do Cancelamento e Gestão de Crise

Uma gestão de crise efetiva precisa ser multifatorial. A empresa deve agir com rapidez e mostrar que está preocupada em corrigir
Gestão de crise é sinônimo de apagar incêndio e não perder tudo o que construímos nos escombros!
Governos, personalidades e empresas, independente do segmento ou tamanho, estão sujeitos a passar por desafios que, se não superados com agilidade e muito profissionalismo, podem levar a crises difíceis de se contornar.

Essas turbulências são eventos de grande dimensão que podem ameaçar a imagem da empresa/personalidade e levar à não aceitação da sua marca por parte do público, o que ficou conhecido no Brasil como “cancelamento”.

Aliás, o termo “cultura de cancelamento” foi eleito como o termo do ano 2019 pelo Dicionário Macquarie, como a expressão que mais moldou o comportamento humano no ano passado.

Impulsionada pela conectividade das redes sociais, a cultura do cancelamento envolve um movimento de conscientização e interrupção de apoio a um político, personalidade, empresa ou produto que tenha se posicionado de maneira considerada inaceitável por um grande grupo de pessoas.

Altamente vinculada a fatores comportamentais e de cunho ideológico, a cultura de cancelamento repercute quase que instantaneamente nas redes sociais – vide o recente caso da influenciadora digital Gabriela Pugliesi. Poucas horas após compartilhar imagens de uma festa em sua casa durante a quarentena, Pugliesi foi “cancelada” pelo público e perdeu diversos contratos publicitários que somavam milhões de reais em parcerias.
Caravelas Comunicacao Gabriela Pugliesi Gestao de Crise
Gabriela Pugliesi e Erasmo Viana Imagem: Reprodução/Instagram
Evento inesperável
Um tropeção da celebridade, uma equipe que não previu todos os riscos possíveis em uma campanha de marketing, um funcionário que não atendeu bem o cliente, um político que se expressou mal publicamente. Todos sao eventos que podem ter repercussão imponderáveis.

Gerir uma crise é extremamente desafiador e, independente do que tenha levado à situação de instabilidade, caso a pessoa ou instituição não esteja equipada para resolvê-la, pode acarretar danos graves à imagem e aos negócios.

Por isto é de extrema importância que seja elaborado um planejamento para gerenciamento de crise, a partir do qual podem ser projetados cenários e soluções que vão ajudar a minimizar prejuízos caso tal cenário venha a se concretizar.

Como identificar o começo de uma crise?
Da mesma forma que a internet potencializa eventuais crises, ela também é instrumento importantíssimo para monitorar o sentimento público em relação à personalidade, empresa, marca ou campanha.

Estar sempre atento ao que está circulando na internet pode não apenas ajudar a detectar uma crise no início, como também ajudar a evitar que uma crise ocorra ao avistar potenciais problemas e intervir antes que uma condenação pública aconteça. Ferramentas como a Gestão de Redes Sociais e Monitoramento de Mídia são extremamente importantes na prevenção de crises.

Uma boa análise de mídia vai estar antenada aos seguintes pontos:

- o que está sendo dito e compartilhado sobre sua marca;
- polêmicas que podem afetar sua marca negativamente; e
- como a marca tem respondido às menções e comentários positivos e negativos.

Gerenciar crise tem duas ações. A reativa e a proativa. Ter uma capacidade de resposta ágil e coerente elaboradas por uma equipe experiente pode ser o diferencial para evitar ou minimizar o dano à imagem em fase inicial.

Um exemplo de ação rápida que recuperou a imagem da empresa em momento de crise foi a empresa Petz que, em 2019 teve seu nome manchado pela associação comercial a um canil clandestino. A informação foi levada a público pela personalidade e ativista Luisa Mell, o que potencializou ainda mais o dano à imagem da empresa. O presidente e fundador da empresa veio rapidamente a público anunciar que a empresa não mais venderia filhotes e, filhotes que já estivessem disponíveis nas lojas, teriam a venda convertida em doações a ONGs voltadas à causa animal.

Um eficiente modelo de gestão de ações associado a uma Assessoria de Imprensa com grande permeabilidade em veículos de relevância possibilitou que a Petz agisse rapidamente e evitou que a crise decolasse.

Outro exemplo de crise relacionada ao universo pet foi a do Carrefour que, ao contrário da Petz, não agiu rapidamente para mitigar os danos à sua imagem e negócio. No final de 2018, um funcionário da empresa supostamente envenenou e matou um cão de rua e o vídeo viralizou pelo país. A empresa declarou por meio de nota que o funcionário havia sido afastado até a conclusão do inquérito. Tal declaração não foi suficiente para aplacar a indignação de clientes e ativistas, o que intensificou o escrutínio público levou inclusive à criação de um abaixo assinado contra a postura da empresa.
Caravelas Comunicacao Petz Gestao de Crise
Mega Loja Petz- Reprodução Instagram
Durante o longo do debate público que culminou com a condenação da empresa a depositar R$1 mihão em fundo de cuidados com animais meses após o incidente, a postura adotada pelo Carrefour de se comunicar apenas por via de notas e “aguardar” as autoridades reforçaram uma imagem de despreparo da empresa diante do público.

A crise se instalou – apagando o incêndio

Uma gestão de crise efetiva precisa ser multifatorial. A empresa deve agir com rapidez e mostrar que está preocupada em corrigir e não repetir o erro através de ações internas (junto às suas equipes) e comunicação criativa com o público. Assumir os fatos e pedir desculpas pelo erro de forma a transmitir humildade e verdade também são primordiais para recuperar a integridade da marca, que deve ainda se desculpar pelo que quer que tenha ocorrido e que causou a crise.

Além disso, figuras públicas bem assessoradas estarão mais preparadas para superar os desafios apresentados pelas crises, onde avaliações técnicas dos eventos trarão resultados mais eficazes para qualquer ação de recuperação da imagem que foi manchada e proporcionarão oportunidades de aprendizado para o futuro da marca.

Às empresas, personalidades, políticos e figuras públicas em geral é importante saber que crises vão acontecer mas que não sabemos quando. Assim, o melhor a se fazer é estar preparado. Uma estratégia que englobe os trabalhos de media training, relações públicas, assessoria de imprensa, e gestão de crise vai permitir que qualquer um responda rápida e eficientemente a quaisquer desafios no relacionamento com o público em situações de crise.

A Caravelas Comunicação é uma empresa focada em comunicação estratégica, gestão de crise e assessoria de imprensa. Conta com uma equipe experiente e altamente preparada para elevar o posicionamento de marca dos nossos clientes em contexto normal ou de crise. Entre em contato conosco e conheça o nosso trabalho!

ANÁLISE DO NOTICIáRIO-15/05/2020

O presidente Jair Bolsonaro deu uma série de demonstrações ontem de que não está sabendo lidar efetivamente com as crises desencadeadas pela pandemia do coronavírus no Brasil. Em movimentos desnorteados e contraditórios, mostrou que sua prioridade é a economia, mas não deu pistas de ter um plano para essa retomada.

Bolsonaro, depois de acenar para um diálogo com governadores, declarou uma guerra a eles (principalmente a João Doria) em reunião virtual com empresários. No mesmo dia, atacou Rodrigo Maia para em seguida dizer que “voltou a namorar”com o presidente da Câmara.

Após esquecer por alguns dias a cloroquina e seus supostos efeitos milagrosos, voltou a defender o uso ilimitado do remédio, o que pode levar a perder o segundo ministro da Saúde no meio da maior crise sanitária da história. Por fim, Bolsonaro editou uma medida provisória que flexibiliza o combate a desvios de servidores e durante a pandemia, contrariando seu discurso de que é preciso ficar atento aos casos de corrupção.

É difícil entender o presidente. O que fica de tantas informações desencontradas é que ele aposta tudo na reabertura da economia, na lógica de que “a fome pode matar muito mais do que a doença”. Pode até ser um dado da realidade, mas enquanto durar a epidemia nada voltará ao normal. É um fato que não pode ser ignorado nem relativizado.
Caravelas Comunicacao Folha de Sao Paulo Analise Noticiario 15052020
POLÍTICA

Epidemia
  • Nas últimas 24 horas, foram contabilizados 844 novas mortes e 13.944 novos casos. Com isso, o Brasil já tem 13.993 mortes e 202.918 casos.
  • Monitor do Estadão aponta que média de isolamento social no Brasil é de 43,4%; ideal seria de 70%.
  • Bolsonaro enquadra o ministro Nelson Teich e diz que Saúde mudará protocolo para permitir o uso da cloroquina em parentes na fase inicial do coronavírus. Em Brasília, há a expectativa de que Teich peça demissão por não concordar com a nova orientação.

Governo
  • Bolsonaro pede a industriais “jogo pesado”contra governadores pela reabertura da economia. O chamado foi principalmente contra João Doria: "Um homem está decidindo o futuro de São Paulo. Está decidindo o futuro da economia do Brasil. Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado, jogar pesado, porque a questão é séria. É guerra”.
  • Doria respondeu: “Lamento que o presidente da República, ao invés de defender vidas de brasileiros, esteja mais interessado em atender a um pequeno grupo de empresários vinculados à Fiesp”.
  • Veja escreve sobre “a nova tropa do capitão”: “Bolsonaro compensa a perda de eleitores na classe média com o aumento da popularidade entre a população de baixa renda e menos escolarizada”.
  • Medida provisória editada por Bolsonaro livra agentes públicos de punição por erros em pandemia.
  • Reinaldo Azevedo, na Folha, qualifica a MP como o “AI-5 de Bolsonaro e Guedes” - https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldoazevedo/2020/05/bolsonaro-e-guedes-querem-excludente-de-ilicitude-e-ai-5-da-pandemia.shtml
  • “Maia parece querer afundar a economia para ferrar o governo”, afirma Bolsonaro, que, hora mais tarde, diz ter “voltado a namorar” o presidente da Câmara.
Caravelas Comunicacao Estado de Sao Paulo Analise Noticiario 15052020
Crise política
  • A AGU entregou ao Supremo uma transcrição dos trechos que considera que podem ser divulgados da reunião que resultou na demissão de Sérgio Moro.
  • Em um trecho, Bolsonaro se queixa de que PF, Forças Armadas e Abin não oferecem a ele informações de inteligência o suficiente: “Vou interferir. Não é ameaça, não é extrapolação da minha parte. É uma verdade”, reclama. “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio e não consegui. Isso acabou. Não vou esperar foderem minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar; se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira.”

Corrupção
  • Lava Jato no Rio mira desvios em contratos emergenciais na saúde. PF prende ex-deputado e empresário; esquema teria se beneficiado da situação de calamidade, que dispensa licitação.

Congresso
  • Câmara aprova projeto que proíbe despejo na crise.
Caravelas Comunicacao Globo Analise Noticiario 15052020
ECONOMIA

Atividade
  • Governo estima que Brasil perderá neste ano 3 milhões de vagas de emprego com carteira assinada.

Contas públicas
  • Bolsonaro agora diz que vai negociar reajuste de servidores e pode contrariar Guedes.
  • Governo aceita flexibilizar manutenção do emprego para financiar folha salarial.

Comércio exterior
  • Diplomata brasileiro Roberto Azevêdo antecipa em um ano saída da presidência da Organização Mundial do Comércio.

Empresas
  • Petrobras tem prejuízo recorde de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre.
  • Variação cambial leva JBS a prejuízo de R$ 5,9 bilhões.

ANÁLISE DO NOTICIáRIO-14/05/2020

Qual a real capacidade de o Brasil enfrentar a crise desencadeada pelo novo coronavírus? Há recursos financeiros, hospitalares, sanitários e logísticos disponíveis? A resposta é simples: o país não tem estrutura sólida para garantir que o combate a todos os efeitos da doença seja duradouro.

O auxílio de R$ 600 que foi desenhado para durar três meses já acabou, segundo o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, em entrevista ao Estadão. Ele pediu contribuição da academia para encontrar programas mais eficientes. Troca de informações para formatar ideias e ações é salutar, obviamente, mas ela escancara o quanto o governo está perdido.

Na área hospitalar, com a lotação das UTIs de hospitais públicos e periféricos explodindo, cresce o debate sobre a implementação das filas únicas. Uma maneira de a rede privada absorver a demanda, evitando, assim, que a doença faça mais vítimas pobres do que ricas, aprofundando a desigualdade.

A questão educacional é um caso à parte. O histórico deficitário do Brasil com estrutura escolar e capacitação de professores está tornando a fatura mais alta a ser paga pela atual e futuras gerações. Resultado: a falta de preparo para as aulas online, o sistema sofre para conseguir repassar conteúdo, engajar estudantes e garantir que os danos do afastamento sejam minimizados.

O Brasil sempre foi o país do ajuste a curto prazo e das ações tapa-buracos. Será que é tarde demais para mudar essa lógica?
Caravelas Comunicacao Analise de Noticiario 14052020 Folha
Moro x Bolsonaro
  • Depoimentos e vídeo reforçam versão de Moro, e investigação busca crimes de Bolsonaro. Inquérito ainda tenta avançar sobre interesses do presidente na PF.
  • Depoimentos de delegados reforçam suspeita de interferência de Bolsonaro na PF.
  • Interesse do presidente na superintendência do Rio é um dos pontos principais do inquérito aberto a partir das acusações do ex-ministro Moro.
  • Vídeo de reunião seria indício forte favorável a Moro, dizem especialistas.
  • Investigação ignora encontro fora do padrão com ex-chefe da PF do Rio.
  • Deputada Carla Zambelli nega aval de Bolsonaro para propor STF a Moro.

Saúde
Caravelas Comunicacao Analise de Noticiario 14052020 Estado de Sao Paulo
Coronacrise
  • "Auxílio emergencial foi desenhado para durar três meses e acabou". Em entrevista ao 'Estado', Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, alerta qualquer programa futuro só terá espaço no Orçamento Federal a partir da revisão de outros gastos.
  • Bolsonaro atribui a trabalhadores falhas no pagamento do auxílio emergencial.
  • Planalto demite secretário do Ministério da Saúde e Centrão quer o cargo.
  • Coluna do Estadão: Empresários cobram de Doria ‘plano de saída’.
  • Parentes de presos são excluídos pelo governo do auxílio emergencial R$ 600.
  • Zeina Latif: 'É necessário evitar ações que gerem mais efeitos colaterais na economia’ - https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,tiro-no-pe,70003302321

Poderes
Educação
Caravelas Comunicacao Analise de Noticiario 14052020 O Globo
São Paulo
  • Avanço do coronavírus em São Paulo. Com lotação de 89% na capital paulista, 6 hospitais já não têm mais vagas em UTI. Na rede estadual, que é complementar, há dez hospitais com uma ocupação superior a 90% e cinco deles também já atingiram a lotação máxima.
  • Bruno Covas é hospitalizado após reclamar de dor abdominal.
  • Ministério Público cogita ação para que Prefeitura de SP adote lockdown.
  • Afastamento de policiais civis por coronavírus em SP cresce 50%.

ECONOMIA


Atividade

Equipe de Guedes teme paralisia e crise social a partir de julho.-Coronavírus altera consumo e economia desaba em março.-Falta de cédulas trava auxílio, e BC pede impressão de R$ 9 bi

ANÁLISE DO NOTICIáRIO-13/05/2020

A crise política subiu de temperatura ontem com a exibição por ordem do STF do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, no Planalto, na qual, segundo Sérgio Moro, Jair Bolsonaro o pressionou por mudanças no comando da Polícia Federal.

O vídeo foi mostrado a pessoas ligadas ao inquérito para apurar as acusações de Moro. Logo após a exibição, seu conteúdo começou a vazar por toda a imprensa.

Pelos relatos, os investigadores avaliam que o conteúdo da gravação complica “gravemente” Bolsonaro, pois escancara a preocupação do presidente com um eventual cerco da PF a seus filhos. A pressão sobre Moro e os ataques institucionais de Bolsonaro e ministros a outros poderes foram explícitos.

O vídeo aumenta a pressão por uma investigação mais transparente, que está nas mãos de dois personagens centrais: o ministro Celso de Mello, do STF, que decidirá se torna o vídeo público, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, que terá de resolver se pedirá ou não o indiciamento do presidente.

Bolsonaro agora divide entre duas estratégias: radicalizar a relação com os demais poderes, e a imprensa e negociar uma aliança com o centrão que lhe garanta uma maioria no Congresso para enfrentar um eventual processo de impeachment. Parece ter ficado claro para o governo que Bolsonaro vai precisar da retaguarda do velho centrão para encarar os vários flancos de investigação que se abriram contra ele.
Caravelas Comunicacao Analise de Noticiario Estado de Sao Paulo 13052020
POLÍTICA

Epidemia
  • Brasil tem 881 novas mortes por Covid em 24 horas e bate recorde. Total de óbitos é de 12.400; país tem, ao todo, 177 mil casos confirmados.
  • Puxado por Brasil e EUA, continente americano ultrapassa Europa em número de casos de coronavírus.
  • Ministério investiga se país teve 39 casos de Covid-19 antes do primeiro registro oficial. Segundo secretário, pasta recebeu registros de janeiro que precisam ser confirmados.
  • Pelo menos 18 estados e o Distrito Federal são contra abrir salões e academias, como prega Bolsonaro.

Crise política
  • Um vídeo com a íntegra da reunião ministerial de 22 de abril foi assistido no STF por pessoas ligadas ao inquérito para apurar as acusações do ex-ministro Sérgio Moro. Logo após a exibição, seu conteúdo começou a vazar por toda a imprensa. É, segundo apuraram os principais veículos de comunicação, muito ruim para o presidente Jair Bolsonaro.
  • "Não vou esperar foder alguém da minha família. Troco todo mundo da segurança. Troco o chefe, troco o ministro”, teria exclamado um exaltado presidente. De acordo com espectadores, o contexto era de um presidente obcecado com mudar o comando da Polícia Federal no Rio.
  • Se as descrições estiverem precisas, a acusação de Moro de que houve interferência política, que é crime, se confirma.
  • Em entrevista concedida no alto da rampa do Planalto, Bolsonaro negou as acusações e disse que em nenhum momento citou as palavras ‘Polícia Federal’ ou ‘superintendência’.
  • O Globo, em editorial, afirma que o vídeo de Bolsonaro parece uma confissão: "Confirmados os fatos, inquérito precisa prosseguir para o bem das instituições republicanas” - https://oglobo.globo.com/opiniao/video-de-bolsonaro-parece-uma-confissao-24423767
  • Igor Gielow, na Folha, avalia que “vídeo complica presidente, faz preço do centrão subir e aponta radicalização” - https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/05/video-complica-bolsonaro-faz-subir-preco-do-centrao-e-aponta-radicalizacao.shtml
  • O ministro Celso de Mello, do STF, decidirá nos próximos dias se torna o vídeo público. E daí o procurador-geral da República, Augusto Aras, terá de resolver se pedirá ou não o indiciamento do presidente.
  • Vera Magalhães, no Estadão, defende que "só transparência total vai resolver impasse duplo que inquieta o país” - https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,luz-do-sol,70003301017
  • A Advocacia-Geral da União entregou ao Supremo os exames de Bolsonaro que, de acordo com o Planalto, deram negativo para o novo coronavírus. Segundo o Estadão, Bolsonaro teria afirmado na reunião ministerial que não entregaria o exame por risco de levá-lo ao impeachment.
Caravelas Comunicacao Analise de Noticiario Folha de Sao Paulo 13052020
Governo Bolsonaro
  • Segundo O Globo, governo promete verbas do combate ao coronavírus ao centrão em busca de apoio. Cada partido teve a oferta de um valor fixo e decidirá como será usado. Média será de R$ 10 milhões por parlamentar.
  • Já a Época escreve que o centrão também quer indicar alguns superintendentes da PF.
  • Reprovação do governo chega a 43% e bate recorde na pandemia, segundo pesquisa da CNT/MDA.

Congresso
  • Câmara desiste de votar MP de regularização fundiária, que deve voltar à pauta como projeto de lei.
Caravelas Comunicacao Analise de Noticiario O Globo 13052020
ECONOMIA

Atividade
  • Governo vai revisar projeção do PIB para queda de 4% a 5%.
  • Serviços, que representam 60% da economia, caem 6,9% em março.
  • Índice da FGV aponta queda de 1,4% no PIB do primeiro trimestre.
  • Consumo de bem industrial cai 11,9% em março.

Contas públicas

press release- IDEIA BIG DATA

39% respondem que não tem reserva financeira para enfrentar a crise da covid-19
Caravelas Comunicacao Press Release Idea Big Data 39% respondem que não tem reserva financeira para enfrentar a crise da covid-19
SÃO PAULO, 11 de maio

Pesquisa realizada pela Ideia Big Data e divulgada nesta segunda-feira mostrou que 39% dos entrevistados responderam que não tem reserva financeira para enfrentar a crise desencadeada pelo novo coronavírus.

A pesquisa via painel mobile foi realizada entre 5 e 6 de maio com 1.703 pessoas. A margem de erro é de 4 pontos percentuais.

O levantamento mostrou ainda que apenas 3% têm reservas para mais de um mês. Do total, 14% disseram que as reservas acabam em 15 dias; 19% em até um mês; e 12% em até 3 meses.

"A população brasileira tem esse problema crônico. As pessoas não tem reservas para enfrentar a crise. E isso causa uma pressão na questão do confinamento social, que é importante para reduzir os danos causados pelo vírus", afirmou o presidente da Ideia, professor Maurício Moura.

Ao serem questionados, como tem sido o próprio comportamento durante o confinamento, 26% responderam que tem ficado em casa o tempo todo, 48% saem só quando necessário, 17% dizem que sai para trabalhar e apenas 3% declaram que saem normalmente.

Para acessar o levantamento completo click abaixo
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IDEA BIG DATA- RELATORIO COMPORTAMENTO QUARENTENA
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